Viver de arte
Um ponto complicado na vida de muitos.
Parei de deixar a data porque aqui acima já informa pra vocês. :)
Hoje, pensei muito pra escrever essa newsletter - em como falar sobre “dinheiro” com vocês, artistas. É um troço que “dói” bastante quando se trata de algo que amamos tanto: nossa arte.
Em minhas mentorias, em todo esses anos, percebo vários problemas pelos quais outros artistas passam - não falo sobre ter vergonha de se expor; não falo sobre ter uma identidade artística; e nem tanto sobre ter mais tempo… é sobre monetizar a arte de forma sustentável.
Recebo, quase diariamente, muitas reclamações assim:
“Já tem uns 2 anos que não vendo quase nada, nenhum quadro…”
“Comecei na arte há 1 ano e meio e não vendo muito…”
“Fulano vende até bem e eu, nada…”
“Eu sei que eu faço um trabalho de qualidade e me sinto desanimado…”
“Não sei como fazer as pessoas terem vontade de comprar minha arte…”
Aí eu noto logo que muitos:
têm dificuldade em se autopromover e promover a artesão tímidos pra issonão gostam dessa parte, acham chato
e etc…
Mas há vários outros fatores, além dos que falei acima, que dificultam os artistas nas vendas e que não dá pra deixar de fora:
Criar nos outros uma maior percepção de valor sobre as obras
Não saber precificar
Não conseguir reconhecimento e/ou destaque
Não saber como crescer “no online”
Esperar que só galerias, exposições e outros meios vendam a arte, e não saber fazer sua parte
Ter bloqueios criativos e se autossabotar
E assim vai…
E eu queria afirmar que: o artista consegue viver, sim, de seu trabalho no Brasil. Muitos fazem isso. Muitos conseguem, e bem. Inclusive eu.
Esses dias, fiz uma postagem no Instagram sobre “viver de arte”. E não “sobreviver” dela. Tinha até deixado uma frase que acho muito perfeita:
Se você está ainda começando a trabalhar com a arte, saiba que um período de uns 2 anos de início para se firmar é normal (como todos os outros empreendimentos). É porque muitos pensam que, com 1 ano, já era pra ter faturado “igual água”. E as coisas não são bem assim. Eu estava falando justamente sobre isso com um mentorado e ele ficou com um semblante meio “chocado”.
É porque muitos pensam que é só começar a mostrar o talento para o mundo que as coisas vão acontecendo. Que o sucesso vem. Em parte é. Mas em uma parte muito pequena, porque tem mais coisa envolvida.
Primeiro que, se o artista quer vender mesmo, ele precisa se destacar quanto à qualidade técnica de seu trabalho. Precisa desenvolver isso pra ter um certo resultado.
Segundo, que o artista precisa saber um pouco sobre fazer seu próprio marketing, com as estratégias certas.
Terceiro, precisa ter um bom portfólio.
Quarto…
Não acabou. Como eu disse, há vários pontos que envolvem essa temática. E eu deixo muita informação em um vídeo que fiz esses dias. Assista para entender melhor abaixo:
Abraço,
Izabel.


